sábado, junho 21, 2008

Cuba prestes a eliminar a hepatite B


Com 17 casos reportados no ano passado e quatro neste, Cuba está em condições de eliminar a transmissão da hepatite B diante da efectividade de uma vacina nacional.

Em 1992, quando todas as crianças recém-nascidas começaram a serem imunizadas contra essa doença, foram reportados mais de 2100 casos de pessoas doentes, recorda o jornal Granma.

Os resultados atingidos são mostra da eficácia da vacina cubana e da estratégia de imunização que atinge de forma gratuita toda a população, indica o artigo.

Dados de publicações médicas citados pelo jornal assinalam que uma em cada 12 pessoas padecem de hepatite B ou C, entretanto 1,5 milhões morrem a cada ano por esta infecção do fígado causada por um vírus transmitido através do sangue e outros fluídos.

Atualmente o maior risco na ilha de contrair a doença é através das relações sexuais sem protecção, quando no casal há um portador do vírus, explica a fonte.

Cuba, continua, mantém um esquema de vacinação que inclui todos os recém-nascidos, estudantes, grupos de risco como os trabalhadores da esfera sanitária e pacientes submetidos a diálises.

A produção a grande escala da vacina recombinante contra a Hepatite B, pelo Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia (CIGB), possibilitou realizar campanhas sistemáticas que permitem a imunização da população menor de 26 anos.

Como parte da estratégia para evitar o contágio da doença, que já não constitui um problema de saúde no país, toda a população da Ilha da Juventude, ao sul da capital, está vacinada.

Igualmente foram imunizados os menores de 65 anos na província oeste de Pinar del Rio e em breve o conseguirão todos os residentes no território leste de Guantanamo.

O preparado cubano comercializa-se em mais de 40 países, e desde 1992 o CIGB produziu quase 157 milhЫes de doses para a exportação e mais de 14 milhões para o Programa Nacional de Vacinação do Ministério de Saúde Pública.

De acordo com a publicação, o resultado estabelece as bases para que nas próximas três ou quatro décadas se produza a eliminação do cancro hepático e da cirrose dependentes da hepatite B.

(Fonte: Prensa Latina, com as devidas adaptações)

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