Desde o dia 7 de Outubro que não publico qualquer mensagem. Isto não significa que não tivesse algo para dizer: contudo, não quero aumentar o monte de lixo da informação, muita sem qualidade. Temos de ter sentido crítico e vontade, para ir filtrando, na procura contínua do conhecimento que acrescenta algo de novo.
Diversas vezes, pensei em fechar definitivamente o blogue: contudo, acabo por concluir que talvez valha a pena deixar crescer a criança.
Hoje, 31 de Dezembro, último do ano é dia de rituais: aspirar o carro, mandar alguma coisa velha para o lixo, pagar alguma conta ligeiramente atrasada, dar mais atenção à família mais chegada, pôr em «banho-maria» os assuntos pessoais sem solução e encarar com optimismo o novo ano.
2009 parece-me ter características para ano complexo: por um lado, assustam-nos com a crise, por outro lado, parece que há qualquer coisa que me diz que poderão começar a soprar ventos positivos. Para começar, realço três aspectos: um negativo, um positivo e um contraditório, mas positivo: as dificuldades que atravessa o povo palestiniano, agredidos por Israel, os 50 anos da Revolução cubana e a tomada de posse de Barak Obama como Presidente dos EUA.
Formulo um desejo de que o Esperanto continue a progredir e, termino, com votos de bom ano novo para toda a gente, sem quaisquer excepção.
quarta-feira, dezembro 31, 2008
terça-feira, outubro 07, 2008
A UE é um fiasco
Aquando da adesão à CEE (hoje UE), um dos principais argumentos era de que os trabalhadores podiam deslocar-se facilmente à procura de trabalho em qualquer outro país. Sendo assim, muitos empregos perdidos com o encerramento de empresas, seriam recuperados noutros países da Europa.
Passados mais de 20 anos, por detrás do pano das comemorações burocráticas é tempo de fazer as nossas contas: apenas 2 por cento dos cidadãos da UE trabalham fora do seu países, existindo cerca de 16 milhões de desempregados
Sem papas na língua afirmamos: temos o país destruído, o nosso futuro está hipotecado, a UE é um fiasco.
É tempo de castigar os culpados.
Passados mais de 20 anos, por detrás do pano das comemorações burocráticas é tempo de fazer as nossas contas: apenas 2 por cento dos cidadãos da UE trabalham fora do seu países, existindo cerca de 16 milhões de desempregados
Sem papas na língua afirmamos: temos o país destruído, o nosso futuro está hipotecado, a UE é um fiasco.
É tempo de castigar os culpados.
quinta-feira, outubro 02, 2008
Plano Paulson aprovado no Senado
O Plano Paulson ainda não está aprovado. Não há a certeza que a Câmara dos Representantes tenha a mesma opinião que o Senado. Mas mesmo que vote favoravelmente, não vamos saber porque alterou a posição. As razões não serão públicas, serão favorzinhos que ficarão lá entre eles. Os contribuintes americanos irão pagar 10000 dólares por família para que Wall Strett não vá à falência. Lucros para poucos, prejuízos para todos. O capitalismo na sua máxima força. E ainda há senhores que querem privatizar a CGD e a SS. Independentemente da nossa opinião política, sejamos sensatos e exijamos: não à Seg. Social privada e não à privatização da CGD.
quinta-feira, setembro 25, 2008
20 acordos China-Venezuela

Segundo anuncia a ABN (Agência Bolivariana de Notícias), o Presidente da Venezuela Hugo Chavez, assinou 20 acordos com o Governo chinês durante a visita fez aquele país asiático. Do acordo constam matérias energéticas, educativas, tecnológicas e de saúde, dos quais destaco a construção de uma refinaria na Venezuela e a construção, na China, de quatro petroleiros, que trasportarão um milhão de barris de petróleo cada um.
«Estamos fortalecendo uma couraça anti-sísmica para o nosso país. Enquanto as instituições do sistema capitalista enfrentam uma grave crie em todo o mundo, nós estamos a garantir o nosso avanço e o nosso progresso, sem fazer dano a ninguém», disse Hugo Chavez.
Este giro do Presidente da Venezuela passará por Portugal, antes de regressar ao seu país. Espero que o nosso Governo aproveite a oportunidade para continuar a negociar, sem preconceitos, com a Venezuela. Será uma forma de ajudar a nossa economia a sair da recessão.
Foto de ABN
terça-feira, setembro 09, 2008
O desemprego, a precariedade laboral e os reflexos na saúde
Não é necessário ser muito estudioso destas matérias para constatarmos que o desemprego e a precariedade laboral se reflectem de forma bastante acentudada na saúde dos trabalhadores. Se acrescentarmos a isto, o aumento galopante das prestações da casa, então a situação ainda se agrava mais.
Este assunto tem sido pouco estudado, ou então pouco divulgado. Contudo, os poucos resultados que vão sendo públicos, são unãnimes em considerar, que apesar de as consequências não serem iguais em todas as pessoas, de um modo geral provocam desestabilização emocional, perda de confiança em si mesmo, a aparição de sentimentos de inferioridade e o pessimismo quando a situação se prolonga, podendo chegar ao aparecimento de situações depressivas.
Um estudo feito na Finlândia demonstrou que a saúde dos assalariados piora progressivamente na medida em que aumenta o nível de precariedade laboral.
«É claro que o desemprego se associa com maior morbilidade, mais mortalidade e com estilos de vida menos saudáveis», disse Francisco Camarelles, responsável dos grupos de trabalho da Sociedade Espanhola de Medicina de Família. A precariedade laboral em geral também pode provocar pior qualidade de vida. «Vemos nas consultas muitas pessoas que vêm por problemas de ansiedade por causa do seu trabalho. O trabalho é uma grande fonte de bem-estar para as pessoas, porém também de patologias». Este médico acrescenta que não se está a dar importância suficiente ao tema da saúde e desigualdade sociais, que estão intimamente relacionadas.
Este «post» foi escrito depois de ler um artigo no «El Pais» de 9/8/2008. As citações são desse jornal.
Acho que podemos perguntar: porque é que este assunto é tão pouco discutido no nosso país?
Este assunto tem sido pouco estudado, ou então pouco divulgado. Contudo, os poucos resultados que vão sendo públicos, são unãnimes em considerar, que apesar de as consequências não serem iguais em todas as pessoas, de um modo geral provocam desestabilização emocional, perda de confiança em si mesmo, a aparição de sentimentos de inferioridade e o pessimismo quando a situação se prolonga, podendo chegar ao aparecimento de situações depressivas.
Um estudo feito na Finlândia demonstrou que a saúde dos assalariados piora progressivamente na medida em que aumenta o nível de precariedade laboral.
«É claro que o desemprego se associa com maior morbilidade, mais mortalidade e com estilos de vida menos saudáveis», disse Francisco Camarelles, responsável dos grupos de trabalho da Sociedade Espanhola de Medicina de Família. A precariedade laboral em geral também pode provocar pior qualidade de vida. «Vemos nas consultas muitas pessoas que vêm por problemas de ansiedade por causa do seu trabalho. O trabalho é uma grande fonte de bem-estar para as pessoas, porém também de patologias». Este médico acrescenta que não se está a dar importância suficiente ao tema da saúde e desigualdade sociais, que estão intimamente relacionadas.
Este «post» foi escrito depois de ler um artigo no «El Pais» de 9/8/2008. As citações são desse jornal.
Acho que podemos perguntar: porque é que este assunto é tão pouco discutido no nosso país?
quinta-feira, agosto 21, 2008
Reformas baixam e SS aumenta os lucros
Mais uma vez os portugueses foram enganados por este Governo pseudo socialista. Alterou a lei da reforma, que era uma lei de 2002, originando uma redução substancial do valor das novas reformas através da introdução da nova fórmula de cálculo e, como se isso não bastasse, introduziu o factor de sustentabilidade que ainda baixa mais. O pretexto era a falência da SS. Contudo, mesmo numa situação de recessão económica, em 7 meses, arrecada-se mais 1253 milhões de euros. Como é possível? Isto é sacrificar demais os beneficiários, sobretudo aqueles que estão perto da reforma e não já não têm hipóteses de arranjar formas de contrariar o efeito da descida do valor da sua pensão.
quinta-feira, agosto 14, 2008
Evo Morales sobe 14% e consolida mudança na América Latina
O período estival não tem ajudado muito a manutenção deste blogue. A cabeça empurra-me para escrever, contudo, o corpo não obedece… e assim, vão passando os dias, pensei em não continuar.
Contudo, a estrondosa vitória de Evo Morales no referendo de 10 de Agosto fez-me estremecer, e, naturalmente, tenho de manifestar o meu regozijo pelo acontecimento.
Pela primeira vez na história da Bolívia, um presidente consegue mais de 2 milhões de votos e atinge uma percentagem que ronda os 70%, subindo cerca de 14% em relação ao resultado das eleições de 2005.
Foi uma pesada derrota para a burguesia antidemocrática e traidora que tudo tem feito para derrubar o primeiro presidente indígena da América Latina.
A vitória foi clara, tendo Morales subido em 8 dos nove estados, descendo apenas 0,25% (450 votos), no pequeno estado de Chuquisaca. Até em Santa Cruz, berço da contra-revolução, a subida foi de 6,5%, passando de 33, para 39,5%.
Paraguay
Fernando Lugo, novo presidente do Paraguay, ex-bispo, toma possa em 18 de Agosto próximo, acabando com 60 anos de governação do Partido Colorado.
Espera-se uma aproximação ao movimento progressista que sopra na AL.
El Salvador
Mauricio Funes, jornalista, membro da Frente Farabundo Marti de Libertação Nacional (FMLN), é apontado por todas as sondagens como favorito nas eleições presidenciais a realizar a 15 de Março do próximo ano.
Entretanto, em 18 de Janeiro, haverá eleições parlamentares e municipais, onde também está prevista a vitória deste movimento progressista.
Recordo que este país é o único país da AL que mantém tropas no Iraque.
quinta-feira, julho 10, 2008
Catedral de Lisboa

«Ler o passado é às vezes mais difícil que prever o futuro»
Alexandre Herculano
É tempo de férias… para todos merecidas. Contudo, para muitos, a vida não está para grandes «festivais» e, para esses, nos quais me incluo, essas férias serão gozadas pelas redondezas.
Quantos de nós, que moramos na grande Lisboa, não visitamos os nossos monumentos, os nossos museus, os nossos jardins?
A nossa querida Lisboa, tão martizada por sucessivas políticas de desleixo, chorando os seus filhos, empurrados para a periferia, mesmo assim, orgulhosa, vai resistindo como uma linda senhora.
Hoje vou ter a ousadia de sugerir uma visita ao mais antigo monumento de Lisboa: a sua Catedral.
Esta obra remonta ao séc. XII, foi mandada construir pelo nosso primeiro rei, sendo erigida num local que anteriormente já era local de culto de sucessivas civilizações. Os romanos pagãos, os romanos já cristianizados, os visigodos e também os árabes, ali adoraram os seus deuses.
A planta primitiva do edifício é em cruz latina, com orientação a nascente obedecia ao estilo românico tardio, aproximando-se ao gótico, estilo ao qual pertence, aliás, o seu claustro.
Não se conhecendo o autor do projecto, aponta-se para algum monge normando que acompanharia os cruzados na ajuda a D.Afonso Henriques. A mão-de-obra, essa gente que a história sempre esquece, terá sido fundamentalmente constituída por mouros, cativos e forrós.
O edifício que resistiu ao terramoto de 1755, embora ficando bastante arruinado, tem sofrido várias alterações, algumas delas bastante polémicas. Sobre estas poderemos ler um artigo publicado no livro «Diversos 3», da autoria de Augusto Vieira da Silva, edição da CML.
Quem quiser conhecer profundamente o monumento, pode socorrer-se do excelente livro de Eduardo Sucena, «A Sé Patriarcal de Lisboa», edição Setecaminhos, 2004.
Aprendamos a gostar da nossa História: é barato e levanta a auto-estima.
Boas férias… e boas leituras.
a foto é de
http://eunovelhocontinente.blogspot.com/2007/12/catedral-de-lisboa-s-patriarcal.html
quarta-feira, julho 02, 2008
Seixal recicla óleo alimentar
Em Portugal, todos os anos são despejados nas redes de esgotos cerca de 125 mil toneladas de óleos alimentares.
Todos os que temos preocupações ambientais estamos sistematicamente com o dilema: que fazer com os óleos alimentares?
Agora, no Seixal, o Município fez uma parceria com uma empresa privada, com o intuito de reciclar e transformar os óleos alimentares em biodiesel. O biodiesel será utilizado em viaturas municipais, primeiro com carácter experimental e posteriormente em toda a frota.
De acordo com o protocolo, o Município irá implementar um circuito urbano para deposição, recolha de óleos alimentares usados e entrega à empresa que os reciclará.
Por sua vez, a BioSarg irá compensar gratuitamente o Município do Seixal na proporção de um litro de biodiesel por cada sete litros de óleo alimentar.
Esperamos e desejamos que este protocolo seja levado à prática o mais rapidamente possível.
Parabéns Município seixalense.
PS: as pataniscas estavam boas… mas, cuidado, não se deve abusar dos fritos.
sábado, junho 21, 2008
Cuba prestes a eliminar a hepatite B

Com 17 casos reportados no ano passado e quatro neste, Cuba está em condições de eliminar a transmissão da hepatite B diante da efectividade de uma vacina nacional.
Em 1992, quando todas as crianças recém-nascidas começaram a serem imunizadas contra essa doença, foram reportados mais de 2100 casos de pessoas doentes, recorda o jornal Granma.
Os resultados atingidos são mostra da eficácia da vacina cubana e da estratégia de imunização que atinge de forma gratuita toda a população, indica o artigo.
Dados de publicações médicas citados pelo jornal assinalam que uma em cada 12 pessoas padecem de hepatite B ou C, entretanto 1,5 milhões morrem a cada ano por esta infecção do fígado causada por um vírus transmitido através do sangue e outros fluídos.
Atualmente o maior risco na ilha de contrair a doença é através das relações sexuais sem protecção, quando no casal há um portador do vírus, explica a fonte.
Cuba, continua, mantém um esquema de vacinação que inclui todos os recém-nascidos, estudantes, grupos de risco como os trabalhadores da esfera sanitária e pacientes submetidos a diálises.
A produção a grande escala da vacina recombinante contra a Hepatite B, pelo Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia (CIGB), possibilitou realizar campanhas sistemáticas que permitem a imunização da população menor de 26 anos.
Como parte da estratégia para evitar o contágio da doença, que já não constitui um problema de saúde no país, toda a população da Ilha da Juventude, ao sul da capital, está vacinada.
Igualmente foram imunizados os menores de 65 anos na província oeste de Pinar del Rio e em breve o conseguirão todos os residentes no território leste de Guantanamo.
O preparado cubano comercializa-se em mais de 40 países, e desde 1992 o CIGB produziu quase 157 milhЫes de doses para a exportação e mais de 14 milhões para o Programa Nacional de Vacinação do Ministério de Saúde Pública.
De acordo com a publicação, o resultado estabelece as bases para que nas próximas três ou quatro décadas se produza a eliminação do cancro hepático e da cirrose dependentes da hepatite B.
(Fonte: Prensa Latina, com as devidas adaptações)
quinta-feira, junho 12, 2008
Para não esquecermos o companheiro Vasco

Fez ontem 3 anos que morreu Vasco Gonçalves, que foi primeiro-ministro de Portugal.
Dei uma volta pela imprensa, e, não encontrei nenhuma referência ao assunto.
Mas muita gente, sobretudo os portugueses que têm pelo menos 50 anos, não se esqueceram do Companheiro Vasco.
Numa época em que o país, a Europa e até o Mundo se encontram sem rumo, fruto do neoliberalismo exacerbado, recordemos a figura e as ideias de Vasco Gonçalves, primeiro-ministro de Portugal entre Junho de 1974 e Setembro de 1975. Foram 452 dias marca indelével da História de Portugal.
O povo chamava-lhe «Companheiro Vasco» e a contra-revolução, depreciativamente, apelidou a sua governação de tempo do «gonçalvismo».
Sejamos objectivos: vejamos qual era o projecto que tinha Vasco Gonçalves, lendo o extracto da entrevista que deu a Viriato Teles, publicada no livro "Contas à Vida – Histórias do Tempo que passa". http://resistir.info/portugal/entrev_vg.html"
«A Revolução de Abril instaurou um regime de amplas liberdades, garantias e direitos políticos, cívicos, culturais, sindicais e laborais; destruiu as bases do capitalismo monopolista de estado e dos grupos económicos monopolistas; nacionalizou a banca e as companhias de seguros, os sectores básicos da produção, as principais empresas de transportes e comunicações, criando um sector público de peso determinante na nossa economia, na regulação do mercado e no comércio externo; realizou a Reforma Agrária com a supressão do latifúndio, dando origem à constituição de unidades colectivas de produção constituídas e dirigidas por trabalhadores assalariados rurais, trabalhadores sem terra e pequenos e médios proprietários rurais; aprovou uma nova lei de arrendamento rural, e devolveu aos povos os terrenos baldios; melhorou e dignificou substancialmente as condições de vida dos trabalhadores em geral e das mais vastas camadas da população; promoveu transformações progressistas no ensino, e um extraordinário aumento da frequência escolar; aprovou a criação do Serviço Nacional de Saúde, e desenvolveu a cultura e o desporto populares. As conquistas democráticas alcançadas, nomeadamente no período mais criativo da Revolução, entre o 11 de Março e a queda do V Governo Provisório, foram todas consagradas na Constituição da República de 1976. A Constituição é filha da Revolução. As conquistas de Abril eram o caminho para o futuro de Portugal. Elas continuam, hoje, a ser devidamente analisadas, ponderadas, adaptadas e ajustadas, um objectivo para esse futuro, face às novas realidades do nosso país e do mundo. Uma missão da OCDE que esteve entre nós de 15 a 20 de Dezembro de 1975, composta por três professores do Departamento de Economia do Instituto de Tecnologia de Massachussets afirmou no seu relatório que "no princípio de 1976 a economia portuguesa está surpreendentemente saudável". A política económica que foi posta em prática, numa situação com as características da situação revolucionária que vivemos, naturalmente agitada e de grandes contradições sociais, no contexto da crise capitalista de 1973-75, a maior do pós-guerra, mostrou-se, pois, adequada. Penso que, nas suas linhas estruturais, definidoras, o ordenamento económico-social constitucional, de 1976, era correcto. Foram, precisamente, as mudanças estruturais, as nacionalizações, a reforma agrária, a participação dos trabalhadores, os aumentos salariais, a intervenção do Estado nas empresas em dificuldades que salvaram a nossa economia do colapso. Foi a falta do cumprimento, do ordenamento económico-social constitucional, foi a política neoliberal globalizadora, deliberadamente destrutiva desse ordenamento (privatizações, destruição da reforma agrária, cerceamento dos direitos dos trabalhadores, submissão às directivas da União Europeia, mercantilização da saúde, do ensino, da segurança social, etc.) que conduziram á presente situação. A mudança da correlação de forças políticas e sociais, civis e militares fez que não fossem consolidadas as conquistas da Revolução, e foi a origem dum processo contra-revolucionário que decorre há cerca de 28 anos.»
sexta-feira, junho 06, 2008
O Mundo esperantista é uma beleza


Como seria o mundo se todos fôssemos esperantistas? De certeza de que haveria mais paz e mais harmonia.
Vejam este exemplo. Sou aprendiz de Esperanto e, em Portugal, apesar de abnegado esforço de algumas pessoas, existe uma manifesta falta de materiais para estudo desta língua internacionalista.
A internet veio facilitar a procura de alternativas. Assim, tive conhecimento de que no Brasil existia um curso de nível conversacional que me interessava. Manifestei junto da Cooperativa Kultural de Esperarantistas o interesse em adquiri-lo.
Gentilmente enviaram-me, gratuitamente, todo o curso, que é composto de 3 livros e 2 CD’s, tendo, para o efeito, gasto uma «pipa de massa» nos correios.
Fico eternamente grato à Cooperativa e ao autor da obra, o companheiro Jair Salles.
Se alguém quiser estudar esta Língua, faz favor de entrar em contacto comigo… penso que não desrespeitarei o autor se a obra servir para outras pessoas aprenderem Esperanto.
Bem hajam!!
sexta-feira, maio 30, 2008
25% dos alemães são pobres
Apesar da globalização económica promovida pela União Europeia, na Alemanha, aumenta o número de pobres.
Se este país, dos mais poderosos da Europa está nesta situação, qual será o futuro de países débeis como Portugal. Não é preciso ser grande especialista para o prever: continuação da crise, definhamento das nossas empresas em prejuízo de outras concorrentes mais poderosas, que cada vez mais ganham novos mercados.
Infelizmente confirmam-se os alertas, que alguns políticos portugueses fizeram e que foram sempre desvalorizados: no choque da panela de ferro e da panela de barro, aquela derrotaria a segunda.
Vejamos o relatório do governo alemão, publicado no DW – World.de:
Relatório do governo alerta: 25% dos alemães só escapam da pobreza graças ao auxílio do Estado. Desempregados e mães que criam seus filhos sozinhas são os mais atingidos pelo risco de empobrecimento.
O abismo entre as classes sociais na Alemanha acentuou-se nos últimos anos. Segundo relatório divulgado pelo governo do país, a ser apresentado nesta segunda (19/05), em Berlim, aproximadamente 25% da população só consegue escapar da pobreza através de auxílios governamentais.
Precisamente 13% dos habitantes do país são considerados pobres e uma percentagem praticamente idêntica só não cai na pobreza graças a benefícios como o Kindergeld (abono familiar para filhos) e o seguro-desemprego. Por outro lado, os ricos se tornam cada vez mais ricos e "a tesoura entre ricos e pobres abre-se cada vez mais", observa Olaf Scholz, ministro do Trabalho.
Mais gente ganhando pouco
Os casos mais preocupantes para o governo são os daqueles que, apesar de um trabalho regular, continuam sob risco de pobreza. "Isso mostra que temos salários muito baixos na Alemanha e precisamos da implementação de salários mínimos", afirma o ministro social-democrata.
Por outro lado, o governo realça a importância dos benefícios sociais como o seguro-desemprego, o auxílio família e auxílio moradia, sem os quais mais 13% da população entraria para a categoria ofical dos "pobres". Os desempregados de longo prazo e as mães que criam filhos sozinhas são as categorias mais atingidas pelo empobrecimento. "Quando os pais trabalham, o risco de pobreza diminui, oscilando em torno dos 4%", aponta Scholz.
Impossibilidade de mudança
Segundo o ministro, mesmo que o governo tenha "a forma física" da pobreza sob controlo, ou seja, que o número de desabrigados seja reduzido no país, a situação daqueles que se vêem forçados a contar cada centavo é bastante desconfortável. "O pior é a sensação de que não posso mudar nada na minha situação, que não tenho chance alguma de melhorar de vida", lamenta o ministro.
Para ser considerado "rico" nas estatísticas alemãs, uma pessoa deve ter um salário líquido por mês superior a 3.418 euros. No caso de um casal com duas crianças, esse valor sobe para 7.178 euros mensais. Já pobres, segundo a definição da União Europeia, são os que ganham menos de 60% da renda média do país, ou seja, 781 euros por mês.
Resultado da política
Políticos da oposição aproveitam a divulgação do relatório para lembrar que "os números alarmantes não caem do céu, mas são resultado da política verde-social-democrata do governo anterior e da coligação de governo entre democrata-cristãos e social-democratas", actualmente no poder.
Se este país, dos mais poderosos da Europa está nesta situação, qual será o futuro de países débeis como Portugal. Não é preciso ser grande especialista para o prever: continuação da crise, definhamento das nossas empresas em prejuízo de outras concorrentes mais poderosas, que cada vez mais ganham novos mercados.
Infelizmente confirmam-se os alertas, que alguns políticos portugueses fizeram e que foram sempre desvalorizados: no choque da panela de ferro e da panela de barro, aquela derrotaria a segunda.
Vejamos o relatório do governo alemão, publicado no DW – World.de:
Relatório do governo alerta: 25% dos alemães só escapam da pobreza graças ao auxílio do Estado. Desempregados e mães que criam seus filhos sozinhas são os mais atingidos pelo risco de empobrecimento.
O abismo entre as classes sociais na Alemanha acentuou-se nos últimos anos. Segundo relatório divulgado pelo governo do país, a ser apresentado nesta segunda (19/05), em Berlim, aproximadamente 25% da população só consegue escapar da pobreza através de auxílios governamentais.
Precisamente 13% dos habitantes do país são considerados pobres e uma percentagem praticamente idêntica só não cai na pobreza graças a benefícios como o Kindergeld (abono familiar para filhos) e o seguro-desemprego. Por outro lado, os ricos se tornam cada vez mais ricos e "a tesoura entre ricos e pobres abre-se cada vez mais", observa Olaf Scholz, ministro do Trabalho.
Mais gente ganhando pouco
Os casos mais preocupantes para o governo são os daqueles que, apesar de um trabalho regular, continuam sob risco de pobreza. "Isso mostra que temos salários muito baixos na Alemanha e precisamos da implementação de salários mínimos", afirma o ministro social-democrata.
Por outro lado, o governo realça a importância dos benefícios sociais como o seguro-desemprego, o auxílio família e auxílio moradia, sem os quais mais 13% da população entraria para a categoria ofical dos "pobres". Os desempregados de longo prazo e as mães que criam filhos sozinhas são as categorias mais atingidas pelo empobrecimento. "Quando os pais trabalham, o risco de pobreza diminui, oscilando em torno dos 4%", aponta Scholz.
Impossibilidade de mudança
Segundo o ministro, mesmo que o governo tenha "a forma física" da pobreza sob controlo, ou seja, que o número de desabrigados seja reduzido no país, a situação daqueles que se vêem forçados a contar cada centavo é bastante desconfortável. "O pior é a sensação de que não posso mudar nada na minha situação, que não tenho chance alguma de melhorar de vida", lamenta o ministro.
Para ser considerado "rico" nas estatísticas alemãs, uma pessoa deve ter um salário líquido por mês superior a 3.418 euros. No caso de um casal com duas crianças, esse valor sobe para 7.178 euros mensais. Já pobres, segundo a definição da União Europeia, são os que ganham menos de 60% da renda média do país, ou seja, 781 euros por mês.
Resultado da política
Políticos da oposição aproveitam a divulgação do relatório para lembrar que "os números alarmantes não caem do céu, mas são resultado da política verde-social-democrata do governo anterior e da coligação de governo entre democrata-cristãos e social-democratas", actualmente no poder.
quarta-feira, maio 21, 2008
Por Cuba… sempre!!

São 23.30, estamos quase no feriado, dia para relaxar… a vida não é só trabalho.
Não tinha intenção de publicar anedotas, mas, não resisti a esta. Desconheço o autor, apareceu-me na caixa de mail.
Um grupo de cubanos abandona a ilha rumo a Miami.
'No meio da viagem, um dos cubanos, o mais velho, sofre um ataque cardíaco e pede como último desejo uma bandeira para se despedir da sua querida Cuba.
Os outros, sensibilizados, começam a procurar em bolsas, sacolas e em todos os lugares onde pudesse estar guardada uma bandeira de Cuba.
Depois de algum tempo, deram-se conta de que não havia nenhuma bandeira de Cuba com eles.
Nisto, uma jovem de vinte anos, linda, vendo o sofrimento do velho, disse que tinha uma tatuagem com a bandeira de Cuba no bumbum.
Muito constrangida, movida pelo sentimento de solidariedade, ofereceu-se para mostrá-la.
A moça virou-se de costas para o moribundo, baixou as calças e mostrou o bumbum com a bandeira tatuada.
Numa situação inusitada, o velho agarrou a moça com força e beijou a bandeira, emocionado, enquanto gritava:
- Mi querida Cuba, me despido con recuerdos, mi vieja Havana, mi Linda 'tierra!
O velho continuou com beijos e mais beijos na bandeira, até que, em lágrimas, disse à moça:
- Ahora vira de frente, que quiero despedir-me de Fidel !!
sexta-feira, maio 16, 2008
Começa hoje a Cimeira América Latina, Caribe e União Europeia
Começa hoje, em Lima (Peru), a V Cimeira da América Latina, Caribe e União Europeia, na qual estão representados 58 países.
Os temas principais a discutir são: o aquecimento global e a luta contra a pobreza.
Quanto ao primeiro assunto, sabe-se quanto ele tem sido demagogicamente utilizado, com o intuito de limitar o desenvolvimento dos países emergentes. Eminentes cientistas, alguns deles portugueses, como Prof. Delgado Domingos e o Prof. Corte Real têm contestado de forma veemente esta «verdade absoluta» que os media dominantes introduziram na pensamento comum. Este último disse, em entrevista ao «Expresso», de forma objectiva: «Não estamos à beira de qualquer catástrofe».
Para mim, que sou um leigo na matéria, surpeendeu-me que, em 8 de Janeiro deste ano tivesse nevado em Bagdad, coisa que já não acontecia há um século.
Sobre o segundo tema da Cimeira, já existe uma proposta. Foi Hugo Chavez, Presidente da República da Venezuela. Disse ele, e traduzo da ABN: «A Venezuela está disposta a criar um fundo que nos permita produzir, adquirir e distribuir alimentos e medicamentos aos países mais pobres do Mundo. Para esse fundo dirigiríamos 1% de todos os recursos financeiros do petróleo, tomando em conta que o barril de crude está a 100 dólares, dizemos que seria um milhão de dólares diários e 365 milhões ao ano».
Da mesma maneira, o presidente venezuelano também propôs que os países da América Latina façam uma contribuição similar e que «os países europeus igualmente aportem outro milhão de dólares diários, o que significaria que seriam 1095 milhões de dólares anuais para produzir alimentos e medicamentos para os países pobres do Mundo».
Notemos que a Hugo Chavez propõe que toda UE, assim como o resto da América Latina contribuam com o mesmo valor que a Venezuela contribuirá sozinha.
Não antecipemos prognósticos, esperemos pelos resultados.
Os temas principais a discutir são: o aquecimento global e a luta contra a pobreza.
Quanto ao primeiro assunto, sabe-se quanto ele tem sido demagogicamente utilizado, com o intuito de limitar o desenvolvimento dos países emergentes. Eminentes cientistas, alguns deles portugueses, como Prof. Delgado Domingos e o Prof. Corte Real têm contestado de forma veemente esta «verdade absoluta» que os media dominantes introduziram na pensamento comum. Este último disse, em entrevista ao «Expresso», de forma objectiva: «Não estamos à beira de qualquer catástrofe».
Para mim, que sou um leigo na matéria, surpeendeu-me que, em 8 de Janeiro deste ano tivesse nevado em Bagdad, coisa que já não acontecia há um século.
Sobre o segundo tema da Cimeira, já existe uma proposta. Foi Hugo Chavez, Presidente da República da Venezuela. Disse ele, e traduzo da ABN: «A Venezuela está disposta a criar um fundo que nos permita produzir, adquirir e distribuir alimentos e medicamentos aos países mais pobres do Mundo. Para esse fundo dirigiríamos 1% de todos os recursos financeiros do petróleo, tomando em conta que o barril de crude está a 100 dólares, dizemos que seria um milhão de dólares diários e 365 milhões ao ano».
Da mesma maneira, o presidente venezuelano também propôs que os países da América Latina façam uma contribuição similar e que «os países europeus igualmente aportem outro milhão de dólares diários, o que significaria que seriam 1095 milhões de dólares anuais para produzir alimentos e medicamentos para os países pobres do Mundo».
Notemos que a Hugo Chavez propõe que toda UE, assim como o resto da América Latina contribuam com o mesmo valor que a Venezuela contribuirá sozinha.
Não antecipemos prognósticos, esperemos pelos resultados.
terça-feira, maio 13, 2008
Naguib: porquê?
O pseudónimo de Naguib é uma homenagem que faço a Naguib Mahfouz, escritor egípcio, que morreu em Agosto de 2006, com 94 anos..
A sua extensa obra aborda temas que vão desde o Antigo Egipto até à sociedade árabe contemporânea.
Defensor acérrimo do entendimento entre árabes e judeus, foi Prémio Nobel da Literatura, em 1998, sendo o primeiro escritor em língua árabe a receber este prémio.
Tem várias obras editadas em Português.
A sua extensa obra aborda temas que vão desde o Antigo Egipto até à sociedade árabe contemporânea.
Defensor acérrimo do entendimento entre árabes e judeus, foi Prémio Nobel da Literatura, em 1998, sendo o primeiro escritor em língua árabe a receber este prémio.
Tem várias obras editadas em Português.
domingo, maio 11, 2008
Novapaz
Saudação aos participantes e leitores
Embora não exclua qualquer tema, antes pelo contrário, tenciono privilegiar os seguintes assuntos: Esperanto e evolução política na América Latina.
Por último, darei e receberei opiniões sobre assuntos laborais, sobretudo no que se refere a leis de reforma, desemprego, articulação entre ambos, etc.
Vamos a isso.
Embora não exclua qualquer tema, antes pelo contrário, tenciono privilegiar os seguintes assuntos: Esperanto e evolução política na América Latina.
Por último, darei e receberei opiniões sobre assuntos laborais, sobretudo no que se refere a leis de reforma, desemprego, articulação entre ambos, etc.
Vamos a isso.
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