Não é necessário ser muito estudioso destas matérias para constatarmos que o desemprego e a precariedade laboral se reflectem de forma bastante acentudada na saúde dos trabalhadores. Se acrescentarmos a isto, o aumento galopante das prestações da casa, então a situação ainda se agrava mais.
Este assunto tem sido pouco estudado, ou então pouco divulgado. Contudo, os poucos resultados que vão sendo públicos, são unãnimes em considerar, que apesar de as consequências não serem iguais em todas as pessoas, de um modo geral provocam desestabilização emocional, perda de confiança em si mesmo, a aparição de sentimentos de inferioridade e o pessimismo quando a situação se prolonga, podendo chegar ao aparecimento de situações depressivas.
Um estudo feito na Finlândia demonstrou que a saúde dos assalariados piora progressivamente na medida em que aumenta o nível de precariedade laboral.
«É claro que o desemprego se associa com maior morbilidade, mais mortalidade e com estilos de vida menos saudáveis», disse Francisco Camarelles, responsável dos grupos de trabalho da Sociedade Espanhola de Medicina de Família. A precariedade laboral em geral também pode provocar pior qualidade de vida. «Vemos nas consultas muitas pessoas que vêm por problemas de ansiedade por causa do seu trabalho. O trabalho é uma grande fonte de bem-estar para as pessoas, porém também de patologias». Este médico acrescenta que não se está a dar importância suficiente ao tema da saúde e desigualdade sociais, que estão intimamente relacionadas.
Este «post» foi escrito depois de ler um artigo no «El Pais» de 9/8/2008. As citações são desse jornal.
Acho que podemos perguntar: porque é que este assunto é tão pouco discutido no nosso país?
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1 comentário:
Exmo. Sr.,
Venho por este meio solicitar esclarecimentos e quem sabe ajuda.
O meu caso é o seguinte:
Celebrei contrato de 6 meses renovável pelo mesmo periodo com a minha actual entidade patronal em 01-10-2007.
Fui enviada pelo centro de emprego e na altura disseram-me que o horario era de 8 horas/dia das 8h30 as 17h30 de 2ªfeira a 6ª feira.
No entanto quando iniciei funções fui informada que o horário seria das 8h30 as 18h30, o que prefaz 9 horas/dia.
Até hoje nunca me foi paga qualquer hora extra nem tão pouco beneficiei de dias de compensação. Ainda tenho 13 dias de férias por gozar assim como metade do subsidio de férias por receber
Neste momento devido a baixa de maternidade de uma colega, trablho quase todos os dias até as 19h-19h30, mais uma vez sem rceber nada em troca. Para não falar das condições de trabalho. No inverno passo frio pois o pavilhao onde são as instalações estão de portão aberto direccionados para mim, o que faz com que passe grande parte do inverno doente...e vou trabalhar.
A entidade patronal ainda queria que eu trabalhasse sábados mas não aceitei pois tenho uma filha com 16 meses e não tenho ninguém que me ficasse com ele ao sábado.
Gostaria então de saber se posso rescindir contrato com justa causa ou quais as medidas a tomar uma vez que não pretendo renovar contrato por mais 6 meses pois estou à beira da "loucura".
Não me importo de trabalhar as horas que fossem precisas apenas acho que tenho dinheiro a ser compensada.
Desde já agradeço o tempo dispensado com este assunto.
Se me puder ajudar marta_seabra7@hotmail.com
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