
Agora não é a altura de falar de dinheiro, portanto não falamos acerca disso, quanto custou eleger o novo presidente (e parlamentares) nos EUA: 5,3 biliões de dólares. Essa soma recorde, nós agradecemos principalmente ao novo messias Barack Obama.
Ele recolheu para a sua companha 600 milhões de dólares de donativos. Para comprá-lo, portanto, todos os habitantes (não somente os eleitores) dos EUA, em teoria, gastaram cerca de 18 dólares.
Desde sempre Obama, é até agora, o mais dispendioso (pois bem, o mais caro) presidente, apesar de isso, ele, na parte final da campanha abdicou dos impostos e financiamentos e ficou apenas com o dinheiro dos donativos. O seu rival John McCain contentou-se com 84 milhões de dólares de impostos.
Nós demoramo-nos, porque estas e outras indicações não são costume nos EUA. Por exemplo participaram um recorde de eleitores de 64,2%: 95% dos afro-americanos votaram no negro Obama, o qual recolheu 53% comparavelmente com McCain com 46% – portando uma diferença de somente 7% (ou 9 milhões de votos).
Isso parece ser normal resultado, porque é similar à proporção, também nas eleições antecedentes.
Também por causa do complicado sistema eleitoral americano, Obama ganhou 365 «electors», que é como nos EUA se chamam esses homens, que finalmente irão votar para confirmar no lugar o presidente.
O seu rival ganou 173 eleitores finais, e assim Obama poderá ocupar o posto em 20 de Janeiro de 2009.
Também relativamente a isso Obama não recolheu o recorde de nomeações, por exemplo o pai do actual presidente, George Bush, em 1988 obteve 426 e o famoso Ronald Reagan, em 1984, conseguiu até mesmo 525 eleitores finais.
Talvez o aborreça com todos estes números, mas eles mostram claramente, que essas eleições americanas não foram nada de extraordinário de acordo com aquele critério. Extraordinária foi o muito dinheiro, que Obama arrecadou e as despesas para sua espectacular campanha, e por outro lado, foi sensacional, que pela primeira vez um negro ser eleito presidente americano. Certamente, Obama tem muitas vantagens comparavelmente ao seu rival mais velho: Ele, muito mais novo, tem sem dúvida, carisma. Verdadeiramente, portanto, ficam abertas muitas esperanças com o novo presidente. Mas nós ficaremos, já agora, contentes, se ele tiver um registo normal, e dessa maneira, normal, como de facto estiveram as eleições – depois da era de Bush, o pior presidente dos EUA.
Sinceramente
Stefan Maul
In Monato (revista de Esperanto)
Uma apreciação racional, distanciada, esperançosa, mas realista, diferente das loas ocas com que nos encheram as televisões.
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